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A nossa rede de segurança

Domingo, 30.10.16

 

 

 

O que é que nos ajuda a lidar com os momentos difíceis da vida? As despedidas, as tristezas, os medos?

Há quem considere que depende de uma capacidade de resistência ou resiliência que uns têm e outros não. Isto pressupõe que uns são fortes e outros frágeis, uns superam melhor e outros pior ou não superam mesmo.

Prefiro pensar na hipótese de todos conseguirem lembrar a sua rede de segurança e, se não a lembram, aprender a construi-la:

 

 

 

Houve um tempo-espaço de absoluta segurança

num passado, perto do início de tudo.

Nem todos se lembram desse tempo-espaço

mas essa sensação de segurança está lá

mesmo em experiências muito amolgadas.

 

Penso que todos temos essa energia vital

a partir do momento em que decidimos viver.

Porque é disso que se trata:

no início de tudo escolhemos viver.

 

Toda a nossa vitalidade se organizou para viver.

Respiramos essa vitalidade inicial.

 

Esse tempo-espaço prolonga-se até se tornar passado-presente.

É a nossa rede de segurança.

 

Voltamos lá, a esse tempo-espaço

sempre que caímos ou que nos magoamos.

É um lugar secreto, só nosso

onde nada nem ninguém nos pode destruir.

Aí podemos recuperar a nossa vitalidade inicial

e arriscar novas experiências.  

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 10:26

Uma perspectiva interessante do amor

Quinta-feira, 06.10.16

 

Alain de Botton é um jovem filósofo culto, criativo, cheio de energia e bom comunicador.

É essencialmente conhecido pelo seu livro O Consolo da Filosofia, um excelente exercício sobre alguns filósofos e como nos podem ensinar a viver melhor.

Uma das suas melhores ideias foi, sem dúvida, The School of Life. E, mais recentemente, The Book of Life.

Mas também Art as Therapy nos inspira a reflectir sobre a vida, os relacionamentos, o trabalho.

 

Hoje encontrei este vídeo delicioso sobre o amor, uma perspectiva muito interessante do que é realmente o amor, o amor adulto.

Partindo do amor romântico, que descreve de forma humorística, propõe uma visão realista e até pessimista do amor. Dito assim, parece retirar ao amor o seu lado excepcional, fora da vida normal e rotineira, e é mesmo isso que propõe. Se retirarmos as ideias românticas - como mostrar-se tal como se é, não ter segredos, e esperar ser aceite assim mesmo -, o que fica do amor? Precisamente, o amor é tudo o que existe de real depois de retirar o romantismo. É hilariante, visto nesta perspectiva.

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 15:39








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